Moçambique está em vias de conceder uma parte do Porto de Nacala para ser gerida pelo Malawi. A informação foi divulgada hoje pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, durante a recepção oficial ao seu homólogo malawiano, Lazarus Chakwera, que se encontra em visita ao país desde ontem.
A concessão faz parte de uma estratégia de cooperação regional que visa fortalecer as relações entre os dois países e otimizar o uso do Porto de Nacala, uma das infraestruturas portuárias mais importantes da região. O Presidente Nyusi destacou que essa parceria poderá beneficiar ambos os países, não apenas em termos de logística e comércio, mas também no fortalecimento dos laços econômicos e diplomáticos.
O Porto de Nacala, localizado no norte de Moçambique, é um dos principais portos de águas profundas da África Austral e serve como um ponto estratégico para a exportação e importação de mercadorias, tanto para Moçambique quanto para os países vizinhos, incluindo o Malawi. A concessão proposta poderia significar um avanço significativo na integração econômica regional.
#ConcessaoDoPortoDeNacala #Malawi #FilipeNyusi #LazarusChakwera #OPaisOnline #OPais #GrupoSoico
O Tribunal Superior de Recurso da Cidade de Maputo decidiu suspender o embargo das obras de construção da central de betão localizada no bairro Costa do Sol. A decisão foi fundamentada no entendimento de que um tribunal comum não possui competência para ordenar tal embargo, transferindo assim a responsabilidade de julgamento do caso para uma instância superior.
A obra, que havia sido paralisada por determinação de um tribunal de primeira instância, agora poderá continuar enquanto o caso segue para uma nova análise. A decisão do Tribunal Superior de Recurso reforça a importância de que questões envolvendo grandes projetos de construção sejam avaliadas por órgãos especializados e com jurisdição adequada.
#CasoCentralDeBetao #SuspensaoDeEmbargo #TribunalSuperiorDeRecurso #OPaisOnline #OPais #GrupoSoico
O Presidente da República, Filipe Nyusi, violou a Constituição ao nomear Rolinho Farnela para o cargo de Secretário de Estado na província de Tete, enquanto este ainda exerce a função de Vice-Ministro do Trabalho e Segurança Social. A afirmação é do jurista Damião Cumbane, que destacou a incompatibilidade entre os cargos conforme estabelecido na Constituição da República de Moçambique.
A nomeação de Rolinho Farnela tem gerado controvérsia, especialmente em círculos jurídicos e políticos, onde a interpretação do artigo 137 da Constituição é clara ao determinar que certos cargos de alto escalão não podem ser acumulados. Cumbane sustenta que essa nomeação fere os princípios constitucionais que visam evitar a concentração de poder e garantir a independência no exercício de funções públicas.
Para mais detalhes, acesse: O País
#NomeacaoDeRolinhoFarnela #ViolacaoDaConstituicaoDaRepublica #PresidenteDaRepublica #DamiaoCumbane #OPaisOnline #OPais #GrupoSoico #STV
Ontem, chegaram ao país os atletas que representaram Moçambique nos Jogos Olímpicos de Paris. Ao todo, foram sete atletas competindo em cinco modalidades: Atletismo, Boxe, Judo, Natação e Vela.
Os representantes moçambicanos foram:
Entretanto, a participação dos atletas nos Jogos não passou despercebida aos olhos críticos de alguns internautas, que questionaram o investimento feito em logística e viagens para a França. Comentários nas redes sociais sugerem que os recursos foram desperdiçados, considerando a ausência de medalhas.
Apesar das críticas, a participação de Moçambique nos Jogos Olímpicos deve ser vista como uma oportunidade para os atletas ganharem experiência e se prepararem para futuros desafios. O esforço e a dedicação demonstrados por esses atletas são dignos de reconhecimento, independentemente dos resultados.
#edilsonsimon
O Presidente da República, Filipe Nyusi, nomeou recentemente Rolinho Farnela para o cargo de Secretário de Estado da Província de Tete, cargo que este deverá acumular com suas funções atuais de Vice-Ministro do Trabalho e Segurança Social. No entanto, essa nomeação gerou polêmica, pois parece estar em conflito com as disposições da Constituição da República de Moçambique (CRM).
Segundo uma investigação realizada pelo jornal Carta de Moçambique, a acumulação desses cargos por Farnela contraria o artigo 137 da Constituição da República de Moçambique. Este artigo especifica que determinados cargos de alto escalão, incluindo os de Vice-Ministro e Secretário de Estado, são incompatíveis entre si. O texto da Constituição é claro ao afirmar que:
“Incompatibilidade, os cargos de Presidente da República, Presidente da Assembleia da República, Primeiro-Ministro, Presidente do Tribunal Supremo, Presidente do Conselho Constitucional, Presidente do Tribunal Administrativo, Procurador-Geral da República, Provedor de Justiça, Vice-Presidente do Tribunal Supremo, Vice-Procurador-Geral da República, Deputado, Vice-Ministro, Secretário de Estado, Governador Provincial, Administrador Distrital e Militar no ativo são incompatíveis entre si.”
Essa nomeação levanta questões sobre a interpretação e aplicação das regras constitucionais, colocando em debate a legalidade da acumulação de funções por altos funcionários do Estado. A Constituição é clara em seu esforço para evitar a concentração de poder em uma única pessoa, promovendo assim a separação de funções e garantindo que cada cargo seja exercido de forma independente e focada.
A situação de Rolinho Farnela, ao acumular as funções de Vice-Ministro e Secretário de Estado, desafia essa separação e pode abrir precedentes preocupantes para a governança no país. Agora, cabe às autoridades competentes, possivelmente incluindo o Conselho Constitucional, analisar e resolver essa questão, a fim de garantir que a administração pública opere dentro dos parâmetros legais e constitucionais.
Por enquanto, a nomeação de Farnela continua a suscitar discussões no cenário político e entre em direito constitucional, enquanto a nação aguarda uma resolução que respeite os princípios estabelecidos pela Constituição.
Enquanto Filipe Jacinto Nyusi se orgulha de ter deixado cinco legados durante os seus 10 anos de governação, o professor universitário Elísio Macamo argumenta que o Presidente nunca esteve à altura do cargo, responsabilizando o partido Frelimo por não ter criado mecanismos para corrigir as falhas de liderança e controlar adequadamente sua gestão.
Durante um debate virtual organizado pelo MISA-Moçambique, nesta terça-feira, sobre a liderança que Moçambique precisa no contexto das VII Eleições Gerais, agendadas para 9 de Outubro, Macamo afirmou que Nyusi não respeitou o cargo de Presidente da República em seus dois mandatos.
Segundo o sociólogo, o respeito pelo cargo começa na gestão adequada dos recursos disponíveis ao Chefe de Estado e se estende à comunicação política com a sociedade. “O Presidente Nyusi foi hostil ao diálogo. Em 10 anos, concedeu apenas uma entrevista ao Canal de Moçambique. Isso não é saudável para um Estado de Direito Democrático; o Presidente deve ser constantemente interpelado”, destacou Macamo.
Outro ponto crítico levantado foi a decisão de Nyusi de permitir a entrada de tropas estrangeiras em Cabo Delgado para combater o terrorismo, sem previamente discutir a questão com a sociedade. Para Macamo, um Presidente deve sempre lembrar que exerce o cargo em nome do povo que o elegeu.
Macamo relembra que, em 15 de Janeiro de 2015, Nyusi afirmou que seu “compromisso é servir o povo moçambicano como meu único e exclusivo patrão”, uma promessa que, segundo o professor, não foi cumprida ao longo dos 10 anos de mandato.
No entanto, Macamo não coloca toda a responsabilidade em Nyusi. Ele critica a Frelimo por não ter criado uma estrutura capaz de supervisionar e orientar a governação de seu líder. Ele destaca que a Comissão Política do partido, que deveria aconselhar o Presidente, falhou em sua missão.
Olhando para o futuro, Elísio Macamo expressa preocupação com a falta de profundidade na discussão dos problemas do país pelos quatro candidatos à Presidência da República, mencionando a ausência de um projeto político claro e objetivos bem definidos.
No seu discurso de despedida à Assembleia da República, na última quarta-feira, Filipe Nyusi afirmou deixar o cargo com um sentimento de missão cumprida, destacando cinco legados principais: a paz e reconciliação nacional, as conquistas diplomáticas, a prevenção e gestão de desastres, os avanços em infraestruturas e serviços, e o trabalho na exploração de hidrocarbonetos. Nyusi ressaltou ainda que sua governação foi dificultada por desastres naturais, ataques militares, terrorismo em Cabo Delgado, a pandemia de COVID-19, e os conflitos na Ucrânia e na Faixa de Gaza.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) convocou uma reunião de emergência em Genebra para discutir a crescente epidemia de Mpox (anteriormente conhecida como Varíola dos Macacos) no continente africano. O encontro ocorre após o CDC África declarar a situação como uma "emergência de saúde pública" devido à nova variante do vírus, conhecida como "clade 1b", que emergiu em 2023 na República Democrática do Congo. Até o momento, esta variante já infectou mais de 14 mil pessoas e causou 500 mortes.
O Director-Geral da OMS, Tedros Adhanom, alertou que a nova variante é mais perigosa que a anterior, "clade 2b". A doença, descoberta pela primeira vez em humanos em 1970, é transmitida de animais para humanos e também por contato físico com pessoas infectadas, sendo mais prevalente na África Ocidental e Central.
Moçambique está em vias de conceder uma parte do Porto de Nacala para ser gerida pelo Malawi. A informação foi divulgada hoje pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, durante a recepção oficial ao seu homólogo malawiano, Lazarus Chakwera, que se encontra em visita ao país desde ontem.
A concessão faz parte de uma estratégia de cooperação regional que visa fortalecer as relações entre os dois países e otimizar o uso do Porto de Nacala, uma das infraestruturas portuárias mais importantes da região. O Presidente Nyusi destacou que essa parceria poderá beneficiar ambos os países, não apenas em termos de logística e comércio, mas também no fortalecimento dos laços econômicos e diplomáticos.
O Porto de Nacala, localizado no norte de Moçambique, é um dos principais portos de águas profundas da África Austral e serve como um ponto estratégico para a exportação e importação de mercadorias, tanto para Moçambique quanto para os países vizinhos, incluindo o Malawi. A concessão proposta poderia significar um avanço significativo na integração econômica regional.
#ConcessaoDoPortoDeNacala #Malawi #FilipeNyusi #LazarusChakwera #OPaisOnline #OPais #GrupoSoico
O Tribunal Superior de Recurso da Cidade de Maputo decidiu suspender o embargo das obras de construção da central de betão localizada no bairro Costa do Sol. A decisão foi fundamentada no entendimento de que um tribunal comum não possui competência para ordenar tal embargo, transferindo assim a responsabilidade de julgamento do caso para uma instância superior.
A obra, que havia sido paralisada por determinação de um tribunal de primeira instância, agora poderá continuar enquanto o caso segue para uma nova análise. A decisão do Tribunal Superior de Recurso reforça a importância de que questões envolvendo grandes projetos de construção sejam avaliadas por órgãos especializados e com jurisdição adequada.
#CasoCentralDeBetao #SuspensaoDeEmbargo #TribunalSuperiorDeRecurso #OPaisOnline #OPais #GrupoSoico
O Presidente da República, Filipe Nyusi, violou a Constituição ao nomear Rolinho Farnela para o cargo de Secretário de Estado na província de Tete, enquanto este ainda exerce a função de Vice-Ministro do Trabalho e Segurança Social. A afirmação é do jurista Damião Cumbane, que destacou a incompatibilidade entre os cargos conforme estabelecido na Constituição da República de Moçambique.
A nomeação de Rolinho Farnela tem gerado controvérsia, especialmente em círculos jurídicos e políticos, onde a interpretação do artigo 137 da Constituição é clara ao determinar que certos cargos de alto escalão não podem ser acumulados. Cumbane sustenta que essa nomeação fere os princípios constitucionais que visam evitar a concentração de poder e garantir a independência no exercício de funções públicas.
Para mais detalhes, acesse: O País
#NomeacaoDeRolinhoFarnela #ViolacaoDaConstituicaoDaRepublica #PresidenteDaRepublica #DamiaoCumbane #OPaisOnline #OPais #GrupoSoico #STV
Ontem, chegaram ao país os atletas que representaram Moçambique nos Jogos Olímpicos de Paris. Ao todo, foram sete atletas competindo em cinco modalidades: Atletismo, Boxe, Judo, Natação e Vela.
Os representantes moçambicanos foram:
Entretanto, a participação dos atletas nos Jogos não passou despercebida aos olhos críticos de alguns internautas, que questionaram o investimento feito em logística e viagens para a França. Comentários nas redes sociais sugerem que os recursos foram desperdiçados, considerando a ausência de medalhas.
Apesar das críticas, a participação de Moçambique nos Jogos Olímpicos deve ser vista como uma oportunidade para os atletas ganharem experiência e se prepararem para futuros desafios. O esforço e a dedicação demonstrados por esses atletas são dignos de reconhecimento, independentemente dos resultados.
#edilsonsimon
O Presidente da República, Filipe Nyusi, nomeou recentemente Rolinho Farnela para o cargo de Secretário de Estado da Província de Tete, cargo que este deverá acumular com suas funções atuais de Vice-Ministro do Trabalho e Segurança Social. No entanto, essa nomeação gerou polêmica, pois parece estar em conflito com as disposições da Constituição da República de Moçambique (CRM).
Segundo uma investigação realizada pelo jornal Carta de Moçambique, a acumulação desses cargos por Farnela contraria o artigo 137 da Constituição da República de Moçambique. Este artigo especifica que determinados cargos de alto escalão, incluindo os de Vice-Ministro e Secretário de Estado, são incompatíveis entre si. O texto da Constituição é claro ao afirmar que:
“Incompatibilidade, os cargos de Presidente da República, Presidente da Assembleia da República, Primeiro-Ministro, Presidente do Tribunal Supremo, Presidente do Conselho Constitucional, Presidente do Tribunal Administrativo, Procurador-Geral da República, Provedor de Justiça, Vice-Presidente do Tribunal Supremo, Vice-Procurador-Geral da República, Deputado, Vice-Ministro, Secretário de Estado, Governador Provincial, Administrador Distrital e Militar no ativo são incompatíveis entre si.”
Essa nomeação levanta questões sobre a interpretação e aplicação das regras constitucionais, colocando em debate a legalidade da acumulação de funções por altos funcionários do Estado. A Constituição é clara em seu esforço para evitar a concentração de poder em uma única pessoa, promovendo assim a separação de funções e garantindo que cada cargo seja exercido de forma independente e focada.
A situação de Rolinho Farnela, ao acumular as funções de Vice-Ministro e Secretário de Estado, desafia essa separação e pode abrir precedentes preocupantes para a governança no país. Agora, cabe às autoridades competentes, possivelmente incluindo o Conselho Constitucional, analisar e resolver essa questão, a fim de garantir que a administração pública opere dentro dos parâmetros legais e constitucionais.
Por enquanto, a nomeação de Farnela continua a suscitar discussões no cenário político e entre em direito constitucional, enquanto a nação aguarda uma resolução que respeite os princípios estabelecidos pela Constituição.
Enquanto Filipe Jacinto Nyusi se orgulha de ter deixado cinco legados durante os seus 10 anos de governação, o professor universitário Elísio Macamo argumenta que o Presidente nunca esteve à altura do cargo, responsabilizando o partido Frelimo por não ter criado mecanismos para corrigir as falhas de liderança e controlar adequadamente sua gestão.
Durante um debate virtual organizado pelo MISA-Moçambique, nesta terça-feira, sobre a liderança que Moçambique precisa no contexto das VII Eleições Gerais, agendadas para 9 de Outubro, Macamo afirmou que Nyusi não respeitou o cargo de Presidente da República em seus dois mandatos.
Segundo o sociólogo, o respeito pelo cargo começa na gestão adequada dos recursos disponíveis ao Chefe de Estado e se estende à comunicação política com a sociedade. “O Presidente Nyusi foi hostil ao diálogo. Em 10 anos, concedeu apenas uma entrevista ao Canal de Moçambique. Isso não é saudável para um Estado de Direito Democrático; o Presidente deve ser constantemente interpelado”, destacou Macamo.
Outro ponto crítico levantado foi a decisão de Nyusi de permitir a entrada de tropas estrangeiras em Cabo Delgado para combater o terrorismo, sem previamente discutir a questão com a sociedade. Para Macamo, um Presidente deve sempre lembrar que exerce o cargo em nome do povo que o elegeu.
Macamo relembra que, em 15 de Janeiro de 2015, Nyusi afirmou que seu “compromisso é servir o povo moçambicano como meu único e exclusivo patrão”, uma promessa que, segundo o professor, não foi cumprida ao longo dos 10 anos de mandato.
No entanto, Macamo não coloca toda a responsabilidade em Nyusi. Ele critica a Frelimo por não ter criado uma estrutura capaz de supervisionar e orientar a governação de seu líder. Ele destaca que a Comissão Política do partido, que deveria aconselhar o Presidente, falhou em sua missão.
Olhando para o futuro, Elísio Macamo expressa preocupação com a falta de profundidade na discussão dos problemas do país pelos quatro candidatos à Presidência da República, mencionando a ausência de um projeto político claro e objetivos bem definidos.
No seu discurso de despedida à Assembleia da República, na última quarta-feira, Filipe Nyusi afirmou deixar o cargo com um sentimento de missão cumprida, destacando cinco legados principais: a paz e reconciliação nacional, as conquistas diplomáticas, a prevenção e gestão de desastres, os avanços em infraestruturas e serviços, e o trabalho na exploração de hidrocarbonetos. Nyusi ressaltou ainda que sua governação foi dificultada por desastres naturais, ataques militares, terrorismo em Cabo Delgado, a pandemia de COVID-19, e os conflitos na Ucrânia e na Faixa de Gaza.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) convocou uma reunião de emergência em Genebra para discutir a crescente epidemia de Mpox (anteriormente conhecida como Varíola dos Macacos) no continente africano. O encontro ocorre após o CDC África declarar a situação como uma "emergência de saúde pública" devido à nova variante do vírus, conhecida como "clade 1b", que emergiu em 2023 na República Democrática do Congo. Até o momento, esta variante já infectou mais de 14 mil pessoas e causou 500 mortes.
O Director-Geral da OMS, Tedros Adhanom, alertou que a nova variante é mais perigosa que a anterior, "clade 2b". A doença, descoberta pela primeira vez em humanos em 1970, é transmitida de animais para humanos e também por contato físico com pessoas infectadas, sendo mais prevalente na África Ocidental e Central.
Moçambique está em vias de conceder uma parte do Porto de Nacala para ser gerida pelo Malawi. A informação foi divulgada hoje pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, durante a recepção oficial ao seu homólogo malawiano, Lazarus Chakwera, que se encontra em visita ao país desde ontem.
A concessão faz parte de uma estratégia de cooperação regional que visa fortalecer as relações entre os dois países e otimizar o uso do Porto de Nacala, uma das infraestruturas portuárias mais importantes da região. O Presidente Nyusi destacou que essa parceria poderá beneficiar ambos os países, não apenas em termos de logística e comércio, mas também no fortalecimento dos laços econômicos e diplomáticos.
O Porto de Nacala, localizado no norte de Moçambique, é um dos principais portos de águas profundas da África Austral e serve como um ponto estratégico para a exportação e importação de mercadorias, tanto para Moçambique quanto para os países vizinhos, incluindo o Malawi. A concessão proposta poderia significar um avanço significativo na integração econômica regional.
#ConcessaoDoPortoDeNacala #Malawi #FilipeNyusi #LazarusChakwera #OPaisOnline #OPais #GrupoSoico
O Tribunal Superior de Recurso da Cidade de Maputo decidiu suspender o embargo das obras de construção da central de betão localizada no bairro Costa do Sol. A decisão foi fundamentada no entendimento de que um tribunal comum não possui competência para ordenar tal embargo, transferindo assim a responsabilidade de julgamento do caso para uma instância superior.
A obra, que havia sido paralisada por determinação de um tribunal de primeira instância, agora poderá continuar enquanto o caso segue para uma nova análise. A decisão do Tribunal Superior de Recurso reforça a importância de que questões envolvendo grandes projetos de construção sejam avaliadas por órgãos especializados e com jurisdição adequada.
#CasoCentralDeBetao #SuspensaoDeEmbargo #TribunalSuperiorDeRecurso #OPaisOnline #OPais #GrupoSoico
O Presidente da República, Filipe Nyusi, violou a Constituição ao nomear Rolinho Farnela para o cargo de Secretário de Estado na província de Tete, enquanto este ainda exerce a função de Vice-Ministro do Trabalho e Segurança Social. A afirmação é do jurista Damião Cumbane, que destacou a incompatibilidade entre os cargos conforme estabelecido na Constituição da República de Moçambique.
A nomeação de Rolinho Farnela tem gerado controvérsia, especialmente em círculos jurídicos e políticos, onde a interpretação do artigo 137 da Constituição é clara ao determinar que certos cargos de alto escalão não podem ser acumulados. Cumbane sustenta que essa nomeação fere os princípios constitucionais que visam evitar a concentração de poder e garantir a independência no exercício de funções públicas.
Para mais detalhes, acesse: O País
#NomeacaoDeRolinhoFarnela #ViolacaoDaConstituicaoDaRepublica #PresidenteDaRepublica #DamiaoCumbane #OPaisOnline #OPais #GrupoSoico #STV
Ontem, chegaram ao país os atletas que representaram Moçambique nos Jogos Olímpicos de Paris. Ao todo, foram sete atletas competindo em cinco modalidades: Atletismo, Boxe, Judo, Natação e Vela.
Os representantes moçambicanos foram:
Entretanto, a participação dos atletas nos Jogos não passou despercebida aos olhos críticos de alguns internautas, que questionaram o investimento feito em logística e viagens para a França. Comentários nas redes sociais sugerem que os recursos foram desperdiçados, considerando a ausência de medalhas.
Apesar das críticas, a participação de Moçambique nos Jogos Olímpicos deve ser vista como uma oportunidade para os atletas ganharem experiência e se prepararem para futuros desafios. O esforço e a dedicação demonstrados por esses atletas são dignos de reconhecimento, independentemente dos resultados.
#edilsonsimon
O Presidente da República, Filipe Nyusi, nomeou recentemente Rolinho Farnela para o cargo de Secretário de Estado da Província de Tete, cargo que este deverá acumular com suas funções atuais de Vice-Ministro do Trabalho e Segurança Social. No entanto, essa nomeação gerou polêmica, pois parece estar em conflito com as disposições da Constituição da República de Moçambique (CRM).
Segundo uma investigação realizada pelo jornal Carta de Moçambique, a acumulação desses cargos por Farnela contraria o artigo 137 da Constituição da República de Moçambique. Este artigo especifica que determinados cargos de alto escalão, incluindo os de Vice-Ministro e Secretário de Estado, são incompatíveis entre si. O texto da Constituição é claro ao afirmar que:
“Incompatibilidade, os cargos de Presidente da República, Presidente da Assembleia da República, Primeiro-Ministro, Presidente do Tribunal Supremo, Presidente do Conselho Constitucional, Presidente do Tribunal Administrativo, Procurador-Geral da República, Provedor de Justiça, Vice-Presidente do Tribunal Supremo, Vice-Procurador-Geral da República, Deputado, Vice-Ministro, Secretário de Estado, Governador Provincial, Administrador Distrital e Militar no ativo são incompatíveis entre si.”
Essa nomeação levanta questões sobre a interpretação e aplicação das regras constitucionais, colocando em debate a legalidade da acumulação de funções por altos funcionários do Estado. A Constituição é clara em seu esforço para evitar a concentração de poder em uma única pessoa, promovendo assim a separação de funções e garantindo que cada cargo seja exercido de forma independente e focada.
A situação de Rolinho Farnela, ao acumular as funções de Vice-Ministro e Secretário de Estado, desafia essa separação e pode abrir precedentes preocupantes para a governança no país. Agora, cabe às autoridades competentes, possivelmente incluindo o Conselho Constitucional, analisar e resolver essa questão, a fim de garantir que a administração pública opere dentro dos parâmetros legais e constitucionais.
Por enquanto, a nomeação de Farnela continua a suscitar discussões no cenário político e entre em direito constitucional, enquanto a nação aguarda uma resolução que respeite os princípios estabelecidos pela Constituição.
Enquanto Filipe Jacinto Nyusi se orgulha de ter deixado cinco legados durante os seus 10 anos de governação, o professor universitário Elísio Macamo argumenta que o Presidente nunca esteve à altura do cargo, responsabilizando o partido Frelimo por não ter criado mecanismos para corrigir as falhas de liderança e controlar adequadamente sua gestão.
Durante um debate virtual organizado pelo MISA-Moçambique, nesta terça-feira, sobre a liderança que Moçambique precisa no contexto das VII Eleições Gerais, agendadas para 9 de Outubro, Macamo afirmou que Nyusi não respeitou o cargo de Presidente da República em seus dois mandatos.
Segundo o sociólogo, o respeito pelo cargo começa na gestão adequada dos recursos disponíveis ao Chefe de Estado e se estende à comunicação política com a sociedade. “O Presidente Nyusi foi hostil ao diálogo. Em 10 anos, concedeu apenas uma entrevista ao Canal de Moçambique. Isso não é saudável para um Estado de Direito Democrático; o Presidente deve ser constantemente interpelado”, destacou Macamo.
Outro ponto crítico levantado foi a decisão de Nyusi de permitir a entrada de tropas estrangeiras em Cabo Delgado para combater o terrorismo, sem previamente discutir a questão com a sociedade. Para Macamo, um Presidente deve sempre lembrar que exerce o cargo em nome do povo que o elegeu.
Macamo relembra que, em 15 de Janeiro de 2015, Nyusi afirmou que seu “compromisso é servir o povo moçambicano como meu único e exclusivo patrão”, uma promessa que, segundo o professor, não foi cumprida ao longo dos 10 anos de mandato.
No entanto, Macamo não coloca toda a responsabilidade em Nyusi. Ele critica a Frelimo por não ter criado uma estrutura capaz de supervisionar e orientar a governação de seu líder. Ele destaca que a Comissão Política do partido, que deveria aconselhar o Presidente, falhou em sua missão.
Olhando para o futuro, Elísio Macamo expressa preocupação com a falta de profundidade na discussão dos problemas do país pelos quatro candidatos à Presidência da República, mencionando a ausência de um projeto político claro e objetivos bem definidos.
No seu discurso de despedida à Assembleia da República, na última quarta-feira, Filipe Nyusi afirmou deixar o cargo com um sentimento de missão cumprida, destacando cinco legados principais: a paz e reconciliação nacional, as conquistas diplomáticas, a prevenção e gestão de desastres, os avanços em infraestruturas e serviços, e o trabalho na exploração de hidrocarbonetos. Nyusi ressaltou ainda que sua governação foi dificultada por desastres naturais, ataques militares, terrorismo em Cabo Delgado, a pandemia de COVID-19, e os conflitos na Ucrânia e na Faixa de Gaza.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) convocou uma reunião de emergência em Genebra para discutir a crescente epidemia de Mpox (anteriormente conhecida como Varíola dos Macacos) no continente africano. O encontro ocorre após o CDC África declarar a situação como uma "emergência de saúde pública" devido à nova variante do vírus, conhecida como "clade 1b", que emergiu em 2023 na República Democrática do Congo. Até o momento, esta variante já infectou mais de 14 mil pessoas e causou 500 mortes.
O Director-Geral da OMS, Tedros Adhanom, alertou que a nova variante é mais perigosa que a anterior, "clade 2b". A doença, descoberta pela primeira vez em humanos em 1970, é transmitida de animais para humanos e também por contato físico com pessoas infectadas, sendo mais prevalente na África Ocidental e Central.
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