Guebuza promete que Daniel Chapo vai acelerar o desenvolvimento de Moçambique
O Presidente Honorário da Frelimo, Armando Guebuza, declarou seu apoio ao candidato presidencial Daniel Chapo, afirmando que ele é a pessoa certa par…
«Encomenda para o Presidente da RepúblicaTenho uma encomenda para o senhor, Presidente. É uma caixa preta, ou azul... não tenho mais certeza de que cor é. Deu-me trabalho carregá-la até aqui, pois escorria dela muito sangue, que cobria minhas mãos. Também cheirava à morte, como se tivesse corpos dentro dela. Tentei limpar o sangue com uma camiseta vermelha, cor do partido prometido poder absoluto, para que ninguém notasse.Mas enquanto eu limpava o sangue, senhor Presidente. Enquanto eu limpava o maldito sangue, ouvia gritos distantes, vindos da caixa. Pareciam soldados gritando socorro. Talvez estivessem sendo queimados vivos. Ou talvez estivessem sendo despedaçados, daí o sangue.Pude captar alguns gritos, senhor. As coisas que diziam. Gritavam por seus filhos, que ficarão sem pais. Gritavam por suas mulheres, que ficarão sem seus maridos. E também por seus pais, que nunca mais verão seus filhos.Seus soldadinhos inocentes!Esta encomenda, senhor. Fez-me reflectir sobre a vida. Sobre como a fome nos fatiga. Não temos o que comer, eu e meus irmãos. Também não trabalhamos, porque o emprego é muito selectivo. Quem trabalha, recebe menos do que trabalha. O pagamento é miserável, e o mando é acumulado.Também tinha um irmão com futuro promissor. Morreu ainda na mocidade. Foi baleado arredores na cidade. Os jornais falam que foi bala perdida... mas eu e mais outros, sabemos que foi vítima do sistema. Porque liderava uma manifestação, em função de organizar esta nação.Esta encomenda, senhor. Também contém um lembrete sobre as urnas. Os votos não fidelizam com sua ordem natural. Tem gato nisto tudo. Ou devo dizer, dedo podre?Nesta encomenda, senhor Presidente. Existe muito luto. Meus conterrâneos jazem dentro da caixa. Muitos rostos ensanguentados, dos que abraçaram a morte em Chitima. Lembra?Nesta encomenda, senhor Presidente. Pululam milhares de fantasmas dos homens injustiçados pelo vosso sistema. E vieram assombrá-lo, até que finalmente achem seu descanso eterno.Por: Haquin Dos Santos»
«Crônica: A Rua das bucetasVendiam buceta, na rua perto da minha casa. Meus vizinhos iam lá, para comprar buceta. Meus tios dormiam lá às vezes. Meu pai odiava aquela rua. Falava que era onde Deus depositava a escória do mundo inteiro.
Mas um dia, eu ia comprar pão, daqueles feitos com raiva, por padeiros tristes e imundos, como se prestassem tal ofício ao diabo. Antes de chegar na padaria, vi meu pai acenar para uma negociante de buceta, numa outra rua, também perto da minha casa. Estava risonho, e com uma satisfação emoldurada em seu rosto, como se conhecesse aquela mulher antes da minha mãe.Contei o sucedido para minha irmã mais velha. Ela deu um breve sorriso sarcástico. Pelos patéticos deuses, ela sabia! Segredou-me que já não era segredo nenhum, pois minha mãe também sabia. Por isso que o chamava de Casanova, enquanto espreitavam lágrimas em seus olhos. Maldito seja o meu pai! Quem sai comprando bucetas por aí, tendo mulher em casa?Mas até políticos iam lá, para comprar buceta. Os jornalistas, depois de perseguir notícia. Até poetas eróticos iam lá, para aperfeiçoar seus esquemas rimáticos. Naquela e outra rua, perto da minha casa... vi minha namorada fotografar atentamente com seus olhos, os becos, onde mais tarde a encontrava repetidamente semi-nua. Tatuou um unicórnio à 5 centímetros perto da buceta... não deu satisfação e deixou-me. Contei de novo para minha irmã. De novo, ela sorriu. Sussurou-me ao ouvido, um segredo. Disse que tinha comprado um iPhone, e ninguém sabia. Que tinha um carro por aí, e ninguém sabia. Que pretendia comprar uma casa, mas tinha primeiro que mudar daquela rua, e outra, também perto da minha casa, e procurar uma rua que pagava mais por bucetas.Minha irmã era proprietária dos bordéis que ficavam nas duas ruas, perto da minha casa... e também vendia buceta.Por: Haquin Dos Santos»
"É necessário que a população se conscientize e adote o uso de chapas para evitar o caos no trânsito. Muitos dos congestionamentos que enfrentamos diariamente são resultado do excesso de carros particulares nas ruas. Devemos colaborar para melhorar a fluidez", afirmou Manhique.
"Não adianta sugerir o uso de transporte público sem antes melhorar as condições das estradas. Temos vias que são autênticas armadilhas para os motoristas e até para os pedestres", criticou um morador da cidade.
[Fonte: STV|| Redação: Radar Magazine — MZ || Redator: Edílson Simon || Fonte da Imagem: Getty Images || Maputo, 2024]
«Encomenda para o Presidente da RepúblicaTenho uma encomenda para o senhor, Presidente. É uma caixa preta, ou azul... não tenho mais certeza de que cor é. Deu-me trabalho carregá-la até aqui, pois escorria dela muito sangue, que cobria minhas mãos. Também cheirava à morte, como se tivesse corpos dentro dela. Tentei limpar o sangue com uma camiseta vermelha, cor do partido prometido poder absoluto, para que ninguém notasse.Mas enquanto eu limpava o sangue, senhor Presidente. Enquanto eu limpava o maldito sangue, ouvia gritos distantes, vindos da caixa. Pareciam soldados gritando socorro. Talvez estivessem sendo queimados vivos. Ou talvez estivessem sendo despedaçados, daí o sangue.Pude captar alguns gritos, senhor. As coisas que diziam. Gritavam por seus filhos, que ficarão sem pais. Gritavam por suas mulheres, que ficarão sem seus maridos. E também por seus pais, que nunca mais verão seus filhos.Seus soldadinhos inocentes!Esta encomenda, senhor. Fez-me reflectir sobre a vida. Sobre como a fome nos fatiga. Não temos o que comer, eu e meus irmãos. Também não trabalhamos, porque o emprego é muito selectivo. Quem trabalha, recebe menos do que trabalha. O pagamento é miserável, e o mando é acumulado.Também tinha um irmão com futuro promissor. Morreu ainda na mocidade. Foi baleado arredores na cidade. Os jornais falam que foi bala perdida... mas eu e mais outros, sabemos que foi vítima do sistema. Porque liderava uma manifestação, em função de organizar esta nação.Esta encomenda, senhor. Também contém um lembrete sobre as urnas. Os votos não fidelizam com sua ordem natural. Tem gato nisto tudo. Ou devo dizer, dedo podre?Nesta encomenda, senhor Presidente. Existe muito luto. Meus conterrâneos jazem dentro da caixa. Muitos rostos ensanguentados, dos que abraçaram a morte em Chitima. Lembra?Nesta encomenda, senhor Presidente. Pululam milhares de fantasmas dos homens injustiçados pelo vosso sistema. E vieram assombrá-lo, até que finalmente achem seu descanso eterno.Por: Haquin Dos Santos»
«Crônica: A Rua das bucetasVendiam buceta, na rua perto da minha casa. Meus vizinhos iam lá, para comprar buceta. Meus tios dormiam lá às vezes. Meu pai odiava aquela rua. Falava que era onde Deus depositava a escória do mundo inteiro.
Mas um dia, eu ia comprar pão, daqueles feitos com raiva, por padeiros tristes e imundos, como se prestassem tal ofício ao diabo. Antes de chegar na padaria, vi meu pai acenar para uma negociante de buceta, numa outra rua, também perto da minha casa. Estava risonho, e com uma satisfação emoldurada em seu rosto, como se conhecesse aquela mulher antes da minha mãe.Contei o sucedido para minha irmã mais velha. Ela deu um breve sorriso sarcástico. Pelos patéticos deuses, ela sabia! Segredou-me que já não era segredo nenhum, pois minha mãe também sabia. Por isso que o chamava de Casanova, enquanto espreitavam lágrimas em seus olhos. Maldito seja o meu pai! Quem sai comprando bucetas por aí, tendo mulher em casa?Mas até políticos iam lá, para comprar buceta. Os jornalistas, depois de perseguir notícia. Até poetas eróticos iam lá, para aperfeiçoar seus esquemas rimáticos. Naquela e outra rua, perto da minha casa... vi minha namorada fotografar atentamente com seus olhos, os becos, onde mais tarde a encontrava repetidamente semi-nua. Tatuou um unicórnio à 5 centímetros perto da buceta... não deu satisfação e deixou-me. Contei de novo para minha irmã. De novo, ela sorriu. Sussurou-me ao ouvido, um segredo. Disse que tinha comprado um iPhone, e ninguém sabia. Que tinha um carro por aí, e ninguém sabia. Que pretendia comprar uma casa, mas tinha primeiro que mudar daquela rua, e outra, também perto da minha casa, e procurar uma rua que pagava mais por bucetas.Minha irmã era proprietária dos bordéis que ficavam nas duas ruas, perto da minha casa... e também vendia buceta.Por: Haquin Dos Santos»
"É necessário que a população se conscientize e adote o uso de chapas para evitar o caos no trânsito. Muitos dos congestionamentos que enfrentamos diariamente são resultado do excesso de carros particulares nas ruas. Devemos colaborar para melhorar a fluidez", afirmou Manhique.
"Não adianta sugerir o uso de transporte público sem antes melhorar as condições das estradas. Temos vias que são autênticas armadilhas para os motoristas e até para os pedestres", criticou um morador da cidade.
[Fonte: STV|| Redação: Radar Magazine — MZ || Redator: Edílson Simon || Fonte da Imagem: Getty Images || Maputo, 2024]
«Encomenda para o Presidente da RepúblicaTenho uma encomenda para o senhor, Presidente. É uma caixa preta, ou azul... não tenho mais certeza de que cor é. Deu-me trabalho carregá-la até aqui, pois escorria dela muito sangue, que cobria minhas mãos. Também cheirava à morte, como se tivesse corpos dentro dela. Tentei limpar o sangue com uma camiseta vermelha, cor do partido prometido poder absoluto, para que ninguém notasse.Mas enquanto eu limpava o sangue, senhor Presidente. Enquanto eu limpava o maldito sangue, ouvia gritos distantes, vindos da caixa. Pareciam soldados gritando socorro. Talvez estivessem sendo queimados vivos. Ou talvez estivessem sendo despedaçados, daí o sangue.Pude captar alguns gritos, senhor. As coisas que diziam. Gritavam por seus filhos, que ficarão sem pais. Gritavam por suas mulheres, que ficarão sem seus maridos. E também por seus pais, que nunca mais verão seus filhos.Seus soldadinhos inocentes!Esta encomenda, senhor. Fez-me reflectir sobre a vida. Sobre como a fome nos fatiga. Não temos o que comer, eu e meus irmãos. Também não trabalhamos, porque o emprego é muito selectivo. Quem trabalha, recebe menos do que trabalha. O pagamento é miserável, e o mando é acumulado.Também tinha um irmão com futuro promissor. Morreu ainda na mocidade. Foi baleado arredores na cidade. Os jornais falam que foi bala perdida... mas eu e mais outros, sabemos que foi vítima do sistema. Porque liderava uma manifestação, em função de organizar esta nação.Esta encomenda, senhor. Também contém um lembrete sobre as urnas. Os votos não fidelizam com sua ordem natural. Tem gato nisto tudo. Ou devo dizer, dedo podre?Nesta encomenda, senhor Presidente. Existe muito luto. Meus conterrâneos jazem dentro da caixa. Muitos rostos ensanguentados, dos que abraçaram a morte em Chitima. Lembra?Nesta encomenda, senhor Presidente. Pululam milhares de fantasmas dos homens injustiçados pelo vosso sistema. E vieram assombrá-lo, até que finalmente achem seu descanso eterno.Por: Haquin Dos Santos»
«Crônica: A Rua das bucetasVendiam buceta, na rua perto da minha casa. Meus vizinhos iam lá, para comprar buceta. Meus tios dormiam lá às vezes. Meu pai odiava aquela rua. Falava que era onde Deus depositava a escória do mundo inteiro.
Mas um dia, eu ia comprar pão, daqueles feitos com raiva, por padeiros tristes e imundos, como se prestassem tal ofício ao diabo. Antes de chegar na padaria, vi meu pai acenar para uma negociante de buceta, numa outra rua, também perto da minha casa. Estava risonho, e com uma satisfação emoldurada em seu rosto, como se conhecesse aquela mulher antes da minha mãe.Contei o sucedido para minha irmã mais velha. Ela deu um breve sorriso sarcástico. Pelos patéticos deuses, ela sabia! Segredou-me que já não era segredo nenhum, pois minha mãe também sabia. Por isso que o chamava de Casanova, enquanto espreitavam lágrimas em seus olhos. Maldito seja o meu pai! Quem sai comprando bucetas por aí, tendo mulher em casa?Mas até políticos iam lá, para comprar buceta. Os jornalistas, depois de perseguir notícia. Até poetas eróticos iam lá, para aperfeiçoar seus esquemas rimáticos. Naquela e outra rua, perto da minha casa... vi minha namorada fotografar atentamente com seus olhos, os becos, onde mais tarde a encontrava repetidamente semi-nua. Tatuou um unicórnio à 5 centímetros perto da buceta... não deu satisfação e deixou-me. Contei de novo para minha irmã. De novo, ela sorriu. Sussurou-me ao ouvido, um segredo. Disse que tinha comprado um iPhone, e ninguém sabia. Que tinha um carro por aí, e ninguém sabia. Que pretendia comprar uma casa, mas tinha primeiro que mudar daquela rua, e outra, também perto da minha casa, e procurar uma rua que pagava mais por bucetas.Minha irmã era proprietária dos bordéis que ficavam nas duas ruas, perto da minha casa... e também vendia buceta.Por: Haquin Dos Santos»
"É necessário que a população se conscientize e adote o uso de chapas para evitar o caos no trânsito. Muitos dos congestionamentos que enfrentamos diariamente são resultado do excesso de carros particulares nas ruas. Devemos colaborar para melhorar a fluidez", afirmou Manhique.
"Não adianta sugerir o uso de transporte público sem antes melhorar as condições das estradas. Temos vias que são autênticas armadilhas para os motoristas e até para os pedestres", criticou um morador da cidade.
[Fonte: STV|| Redação: Radar Magazine — MZ || Redator: Edílson Simon || Fonte da Imagem: Getty Images || Maputo, 2024]
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